sexta-feira, 5 de abril de 2013

FONTE NOVA: GRAMADO ESCOLHIDO É O ADEQUADO PARA CLIMA TROPICAL

As mudas da Bermuda Celebration vieram de fornecedores da cidade de Lavras, no sul de Minas Gerais


A honra de jogar pela primeira vez o gramado da Fonte Nova caberá aos atletas dos dois principais times do estado: Bahia e Vitória. O plantio foi finalizado em 21 de janeiro e levou em conta diversos critérios técnicos e o uso de alta tecnologia. O processo foi realizado pelo modo sprig (espalhamento manual da planta, em ramos). A grama é da espécie Bermuda Celebration, indicada para climas tropicais, e a mesma utilizada no Castelão, em Fortaleza, e no Mineirão, em Belo Horizonte.
A irrigação tem 35 pontos ao longo do campo, que tem dimensões de 105m x 68m, com distância em relação às arquibancadas de 10m nas laterais e 12,30m nas linhas de fundo. A grama ocupa uma área de nove mil m². “Há uma programação feita através de um plano de estudo para regular a quantidade e a periodicidade da irrigação, que é feita através de aspersores”, explica José Luiz Góes, diretor de operações e engenharia da Fonte Nova.
As mudas vieram de fornecedores da cidade de Lavras, no sul de Minas Gerais. Desde a colheita ao momento do plantio, foram mantidas refrigeradas a 13 graus centígrados. Isso porque se não estiver na temperatura adequada, a planta não tem boa aderência ao solo.
Foto: Vaner Casaes/BAPress
Foto: Vaner Casaes/BAPress#

Os ramos vivos foram jogados na camada final do campo, chamada de topsoil. Esta camada tem 10 cm de espessura e é formada por um mix de fibra elástica, fibra de polietileno, turfa e areia. O conjunto é pensado para proporcionar uma superfície mais segura aos jogadores e evitar torções causadas quando a chuteira trava no gramado.
Além disso, a mistura constitui um ambiente fértil para o desenvolvimento do vegetal. No material orgânico a grama encontra os nutrientes necessários. A fibra de polipropileno (elástica) ajuda a dar resistência ao enraizamento da grama e impede que ela seja arrancada facilmente.

Drenagem

Abaixo do topsoil há outras duas camadas, uma de areia e outra mais profunda, de brita. Cada uma tem 20 cm de espessura. Essas camadas inferiores ajudam na drenagem e fazem a água infiltrar até a tubulação e ser conduzida para o reservatório de reuso.
A tubulação de drenagem foi envolta por um conjunto de mantas geotextil e PEAD (polietileno de alta densidade), que funciona como um filtro, impedindo que as partículas finas dificultem a condução da água para a tubulação. “A drenagem é de dois tipos, por gravidade e a vácuo. A drenagem a vácuo entra em funcionamento quando a drenagem por gravidade não é suficiente”, destaca Góes.
A primeira fase da construção do campo começou com o nivelamento do solo. Em seguida foi iniciada a implantação do sistema de drenagem a vácuo, composto por um conjunto moto-bomba que faz a drenagem forçada das águas pluviais. Além disso, o mesmo sistema pode aerar o solo, melhorando as condições para o desenvolvimento da grama.

Gabriel Fialho – Portal da Copa

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