Após 382 dias de trabalhos, o Estádio do Beira-Rio, que receberá os jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre, chega a 65% das obras concluídas. Nesta sexta-feira, na semana em que o Internacional comemora 104 anos, o clube abriu as portas para mostrar o andamento dos trabalhos. Concluído mesmo, apenas o gramado, cuja colocação foi adiantada pelos engenheiros.
O sistema de drenagem foi modificado e funcionará à vácuo. "Dos estádios que serão usados para a Copa, nós fomos os primeiros a colocar o gramado", diz o gerente residente da Andrade Gutierrez, Roberto Maia.
As obras estão a todo o vapor, e os engenheiros garantem que tudo ficará pronto até dezembro. Na parte externa estão sendo levantadas as 16 torres de acesso, e as 65 estruturas que sustentam a cobertura, com previsão de conclusão até novembro. Segundo Maia, a pintura é o que protege a estrutura de desgastes climáticos.
No segundo semestre devem ser colocadas as partes superiores desta estrutura, para que depois seja instalada a cobertura feita de um material chamado PTFE, uma espécie de teflon. Com as rampas de acesso que já existiam, será possível evacuar o estádio em oito minutos, como determina o padrão FIFA para este tipo de estádio.
Dentro do Beira-Rio já estão prontas as arquibancadas inferiores e superiores, as cadeiras devem ser colocadas a partir de maio, em um processo que levará cerca de quatro meses. No final do ano serão construídas as 55 cabines elevadas, chamadas de Skybox. Além disso, o estádio terá ainda 70 camarotes laterais e mais 30 atrás de cada um dos gols, totalizando 130. Os locais mais próximos do campo serão os cantos das arquibancadas inferiores.
No lado de fora está sendo construído o estacionamento de 75 mil m², com capacidade para três mil veículos, que contará ainda com um espaço chamado de Sunset Beira-Rio onde serão colocadas cadeiras e para proporcionar uma vista do Guaíba.
Para os engenheiros responsáveis pela obra, o interessante é perceber como os torcedores acompanham cada evolução, tanto no local, quanto pela mídia. "Quando colocamos a primeira estrutura exterior para dar suporte à cobertura foi elevada os torcedores acompanharam todo o trabalho, como se estivesse torcendo pela obra", disse o gerente da obra, Lucio Matteucci, 34 anos.
Segundo Matteucci, este não é seu maior trabalho, mas, com certeza, é o mais midiático. "A pressão não é uma exclusividade nossa, faz parte dos trabalhos de todas as obras que estão sendo feitas para a Copa", afirma o gerente paulistano, que hoje diz ser torcedores do Beira-Rio.
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