domingo, 16 de junho de 2013

Sob protestos, Blatter recebe título de cidadão paulistano

Presidente da Fifa foi representado pelo secretário-geral da entidade, Jerome Valcke




Mesmo ausente, Joseph Blatter não escapou das críticas(crédito: Marcello Casal Jr./ABr)

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, recebeu nesta segunda-feira (10) o título de cidadão paulistano. O dirigente foi representado pelo secretário-geral da entidade, Jerome Valcke. A cerimônia foi marcada por protestos do público presente, que questionavam a realização da Copa do Mundo no Brasil.

O evento, que ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo, contou com a presença do presidente da CBF e do COL, José Maria Marin, e do membro do Comitê Executivo da Fifa e mandatário de Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero. Marin, assm como Valcke, também foi alvo de críticas. 

O título de cidadão honorário da cidade de São Paulo foi uma proposta do vereador Paulo Batista dos Reis (PT), aprovada no último dia 16. Blatter recebe a honraria no mesmo dia em completa 15 anos à frente da Fifa. Em meio a indícios de corrupção, o dirigente cumpre o quarto mandato na presidência da entidade.

Em julho do ano passado, o próprio dirigente assumiu que sabia de pagamentos de propina da ISL para João Havelange e Ricardo Teixeira. De acordo com Blatter, que à época do repasse era secretário-geral da Fifa, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na ocasião.

Manifestações não vão afetar a Copa, diz governo

Segundo o ministro Aldo Rebelo, megaeventos vão ocorrer sem relação direta com os protestos




Protesto ocorreu na manhã desta sexta-feira, em Brasília (crédito: Marcello Casal Jr/ABr)

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, negaram hoje (13) a possibilidade de a Copa das Confederações ser afetada pelos protestos realizados nas capitais brasileiras contra o aumento das tarifas de ônibus. As manifestações realizadas no Rio e em São Paulo na noite de ontem (13) foram o principal assunto da primeira entrevista do ministro no centro aberto de mídia montado no Forte de Copacabana para a competição.

"A Copa das Confederações e a Copa do Mundo vão ocorrer sem relação direta com as manifestações", disse o ministro. Ele afirmou que os protestos são democráticos desde que respeitem os princípios da sociedade democrática.

Para o ministro, as cenas de repressão às manifestações não passarão uma imagem negativa do Brasil. "O mundo perceberá que o Brasil não dispõe apenas dos direitos, mas dos instrumentos capazes de conter qualquer tipo de abuso, seja por parte das manifestações ou da repressão".

Já o representante do governo estadual garantiu que o Maracanã terá um cinturão de isolamento em que só será possível entrar com ingresso ou credencial. "Próximo ao estádio não será possível realizar qualquer manifestação", afirmou.

Sobre os manifestantes, Fichtner declarou: "com esses grandes eventos internacionais, há pessoas que querem aparecer, que querem dar conhecimento à sua causa política e pessoas que querem prejudicar quem assume a responsabilidade de realizá-los".

O secretário também afirmou que os protestos fazem parte da democracia: "A única possibilidade de não termos [as manifestações] seria não sermos uma sociedade democrática ou não realizarmos esses eventos no Brasil. Temos que conviver democraticamente [com isso], mas o que a gente espera é que não haja o abuso, a violência e [o protesto] não ultrapasse o limite de uma manifestação normal".

Coletiva sobre a preparação para a Copa inaugura Centro Aberto de Mídia

Evento no Rio de Janeiro contou com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, e o presidente da Rio Eventos Especiais, Leonardo Maciel. Espaço atende a imprensa nacional e internacional durante o megaevento
Foto: Leo Corrêa/Arquivo Secom
Foto: Leo Corrêa/Arquivo Secom#

Na véspera do jogo de abertura da Copa das Confederações FIFA Brasil 2013, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lançou oficialmente o Centro Aberto de Mídia, espaço montado no Forte de Copacabana para atender a imprensa nacional e internacional. O evento de abertura contou com a participação do secretário da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, e o presidente da Rio Eventos Especiais, Leonardo Maciel.
A coletiva teve como foco a preparação do Brasil e do Rio de Janeiro para a realização da Copa das Confederações da FIFA 2013. Além de ressaltar que o país está preparado, o ministro Aldo Rebelo enfatizou a importância do futebol para o brasileiro. “No Brasil, o futebol é mais que um esporte. É expressão da nossa identidade. O futebol permitiu uma janela para jovens pobres e negros que, no início do século passado, viviam numa sociedade marcada pela desigualdade. Talvez por isso, o futebol exerça sobre o nosso povo essa fantasia, essa aura de esperança”, disse.
O representante do governo do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, falou da complexidade de se organizar megaeventos esportivos, processo que envolve a atuação conjunta dos governos federal, estadual e municipal, além de diversos parceiros, como a FIFA e o Comitê Olímpico Internacional. “A organização desses eventos não é simples. As exigências técnicas e os recursos são cada vez maiores. O Rio de Janeiro se preparou para essa Copa das Confederações e vai continuar a se preparar para a Copa do Mundo”, afirmou Regis Fichtner.
Segundo o presidente da Rio Eventos Especiais, Leonardo Maciel, a Copa das Confederações será um marco para a cidade. Ele garantiu que a experiência com o torneio será uma demonstração de que o país está preparado para acolher a Copa do Mundo, no ano que vem, e as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. “O Rio de Janeiro vive um momento único, de crescimento. Vamos realizar a Copa das Confederações com o maior sucesso possível. Sem dúvida alguma vamos mostrar a todos que o Brasil está pronto para realizar todo e qualquer evento”, destacou Leonardo Maciel.

Manifestações

Aldo Rebelo comentou os protestos que vêm sendo realizados em São Paulo e em outras capitais pedindo a redução dos preços das passagens de ônibus. Segundo ele, as manifestações são previsíveis em uma sociedade democrática. "Eu lutei muito para que elas fossem possíveis e participei de muitas. Portanto, elas são consequências de um país democrático e devem respeitar os princípios de uma sociedade democrática”, disse.

Estrutura para imprensa

O Centro Aberto de Mídia surgiu da experiência positiva das Olimpíadas de Londres, realizadas em 2012. O Centro servirá de modelo para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
O Centro Aberto de Mídia está disponível para atender a imprensa brasileira e internacional – credenciada ou não pela FIFA –, com serviços de internet banda larga, rede wi-fi, auditório para coletivas e briefings de imprensa, estúdios de rádio e espaço para geração de imagens. O local funcionará até 2 de julho, diariamente, das 10h às 22h.
O credenciamento pode ser realizado pela área de imprensa do Portal da Copa ou no próprio local, mediante o preenchimento de cadastro. Para a retirada da credencial, será exigida apresentação de documento de jornalista ou identificação profissional do órgão de imprensa ao qual esteja vinculado.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Brasil despenca para 22° e amarga pior posição na história do ranking da Fifa

Seleção brasileira despencou para 22° no ranking da Fifa
Seleção brasileira despencou para 22° no ranking da Fifa

A fase do Brasil não é boa faltando cerca de um ano para a Copa do Mundo de 2014 e poucos dias para a disputa da Copa das Confederações: a Fifa divulgou nesta quinta-feira a atualização mensal do ranking da entidade e o Brasil despencou. Depois de amargar por meses a 19ª posição, caiu para 22°, o pior ranking do país na história.
A lista foi criada em 1993 e, desde então, o Brasil tradicionalmente figurou no top 10. O Brasil perdeu 30 pontos em comparação com o mês de maio: caiu de 902 para 872. Dessa maneira, fica apenas três pontos acima da pequena seleção de Mali.
A situação é ainda pior quando se observa algumas das seleções que estão à frente do país, como Bósnia, Suíça, Grécia, Gana, Bélgica e Costa do Marfim. Além disso, a seleção não bate uma das seleções consideradas grandes no futebol desde novembro de 2009, quando venceu amistoso contra a Inglaterra.
O ranking é liderado pela campeã do mundo, a Espanha (1614 pontos). A sensação Alemanha (1416), que viu Bayern de Munique e Borussia Dortmund disputarem a final da Liga dos Campeões, vem em segundo. A Argentina (1287) completa o "pódio".
No top 10, ainda aparecem Croácia, talvez a maior surpresa, Holanda, Portugal, Colômbia, Itália, Inglaterra e Equador.
O Brasil terá, no mínimo, três jogos em que poderá pontuar para melhorar sua posição durante o mês de junho, com a disputa da Copa das Confederações. Será a primeira competição oficial da seleção desde a Copa América de 2011.